domingo, 10 de junho de 2012

Semana dos Namorados

"Ah! Se o tempo voltasse e me fizesse reviver
aqueles primeiros momentos que Deus fez só para nós.
Ah! Se o tempo voltasse e me deixasse sentir novamente
a emoção de encontrar você e descobrir
o teu amor.
Ah! Se o tempo voltasse e não mais se fosse
e trouxesse consigo o que agora é só lembrança
e saudade.(...)

Trecho do poema "Se o tempo voltasse"do meu amigo Igor José, em seu 1º livro "Não sei ser poeta".

sexta-feira, 8 de junho de 2012

MARIO QUINTANA

Amar: Fechei os olhos para não te ver
e a minha boca para não dizer...
E dos meus olhos fechados desceram lágrimas que não enxuguei,
e da minha boca fechada nasceram sussurros
e palavras mudas que te dediquei...

O amor é quando a gente mora um no outro.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Los amantes , de Julio Cortázar



¿Quién los ve andar por la ciudad
Si todos están ciegos?
Ellos se toman de la mano: algo habla
entre sus dedos, lenguas dulces
lamen la húmeda palma, corren por las
falanges,
y arriba está la noche llena de ojos.
Son los amantes, su isla flota a la deriva
hacia muertes de césped, hacia puertos
que se abren entre sábanas.
Todo se desordena a través de ellos,
todo encuentra su cifra escamoteada;
pero ellos ni siquiera saben
que mientras ruedan en su amarga arena
hay una pausa en la obra de la nada,
el tigre es un jardín que juega.
Amanece en los carros de basura,
empiezan a salir los ciegos,
el ministerio abre sus puertas.
Los amantes rendidos se miran y se tocan
una vez más antes de oler el día.
Ya están vestidos, ya se van por la calle.
Y es sólo entonces
cuando están muertos, cuando están vestidos,
que la ciudad los recupera hipócrita
y les impone los deberes cotidianos.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Arte de Amar


Se queres sentir a felicidade de amar, esquece a tua alma.
A alma é que estraga o amor.
Só em Deus ela pode encontrar satisfação,
não noutra alma.
Só em Deus – ou fora do mundo.

As almas são incomunicáveis.

Deixa o teu corpo estender-se com outro corpo.
Porque os corpos se entendem, mas as almas não.

Manuel Bandeira

quarta-feira, 2 de maio de 2012

La coma, esa puerta giratoria del pensamiento*

El español es muy flexible en el orden de las partes de la oración. Esto puede facilitar las cosas pero también puede ser muy confuso porque las comas pueden ser MUY importantes para entender el sentido. Acá van dos ejemplo de lo preligroso que es mover una coma.

La primera es una pequeña historia de Sarmiento (no sólo es una calle sino que fue uno de los mejor escritores argentinos y un político algo bizarro)

Sarmiento llegó a una escuela y vio que los estudiantes eran buenos en Geografía, Historia y Matemáticas pero no tan buenos en Gramática y se lo dijo al maestro. El maestro, asombrado, le dijo:
- No creo que sean importantes los signos de puntuación.
- ¿Que no? – respondió Sarmiento – Le daré un ejemplo-. Tomó una tiza y escribió en el pizarrón:
“El maestro dice el inspector es un ignorante”.
- Yo nunca diría eso de usted, señor Sarmiento.
- Yo sí-, dijo Sarmiento tomando una tiza y cambiando de lugar la coma. La frase quedó así:
“El maestro, dice el inspector, es un ignorante.”
(‘VIDA DE SARMIENTO’, Manuel Gálvez)

La segunda es una frase que cambia de significado con facilidad si la lee un hombre o una mujer. Vos, ¿dónde pondrías la coma?

“Si el hombre supiera realmente el valor que tiene la mujer andaría en cuatro patas en su búsqueda”

En general, los hombres ponen la coma después de “tiene” y las mujeres, después de “mujer”.

* La frase del título es de Julio Cortázar.

Fuente:http://spanishlessonsbuenosaires.wordpress.com

 

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Língua viva ou morta?


Hoje pela manhã, assisti uma reportagem que "é uma brasa, mora?" ou seja, interessantíssima! Falava justamente sobre o uso de verbetes que estão em desuso, mas que já estiveram na boca do povo. Trata-se do livro "Pequeno dicionário brasileiro da língua morta ' escrito pelo jornalista Alberto Villas. O autor reuniu algumas desta palavras e as pôs em seu livro, trazendo de volta para os que já há muito não usavam, e apresentando para àqueles que nunca antes ouviram falar. 
Nele, é possível descobrir que café com leite tinha três significados: uma pessoa meio boba, que não fazia parte de nenhuma rodinha de amigos; o sujeito fácil, assim como o arroz de festa; uma referência à política dos Estados de Minas e São Paulo – Minas entrava com o leite, São Paulo, com o café, e os dois estados dividiam o poder político nacional. Babado seria o equivalente da expressão que se fala hoje “qual é a boa?” Babado tanto podia designar fofoca como novidade. “O babado corria de boca em boca, cada um dando sua opinião, se espantando ou criticando. Não tinha babado que passasse em branco”, diz Villas no livro.
O abecedário formulado por Villas traz algumas milongas (mexericos), mas nada que faça corar sirigaitas (mulheres ousadas, atrevidas) ou mancebos (rapaz novo, que hoje seria o correspondente a “gato”). Pode ser que fãs do cantor Fagner fiquem chateados ao saber que o autor do livro acha a voz dele igual à de taquara rachada: “É só ouvir o primeiro disco dele – ‘Manera Fru Fru Manera’ – ou o segundo, ‘Ave Noturna’. Não que o autor de ‘Mucuripe’ tenha uma voz irritante, mas é muito particular, de taquara rachada”. Mas, para livrar um pouco a barra dele, Villas complementa: “A Desciclopédia tem uma lista enorme de pessoas com voz de taquara rachada. De Tiririca a Xuxa, passando por Sandy Leah, a Sandy do Júnior”.
Exemplos de palavras hilárias pululam no livro. Como manota, aquele fora que, por mais que se queira, não há como remediar: você chega para uma mulher, olha a barriguinha dela e pergunta: “É pra quando?”. E ouve a resposta: “Não estou grávida!”. Que mancada! Ou que quiproquó! Se você tem vontade de engrossar seu vocabulário, e quer fazer bonito com os seus amigos, pode adotar daqui para frente fuzarca, víspora, palangana. Esse é o melhor jeito de lavar a égua. Quem nunca disse uma destas :
• Abreugrafia: Raio-X
• Cachimônia: Paciência
• Maciota: Coisa macia
• Marmota: Conversa fiada, fraude, falcatrua, enrolação, papo furado.
• Coqueluche: Além da doença, era usada para dizer que algo está na moda, é uma febre.
• Azeite para você: Além do líquido da culinária, azeite para você quer dizer: “Estou nem aí para você!”.
• Pinóia: Uma pessoa que fica insistindo muito com uma resposta que não é a verdadeira. Aí a gente fala: uma pinóia.
• Dedéu: Quando você quer dizer que algo é ‘muito’. Bom para Dedéu. 

Isto mostra o quanto a Língua Portuguesa se transforma, modifica, renova. E ao contrário, ela não é morta, mas "vivinha da Silva", ou seja, não morre nunca!

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Preconceito Linguístico, o que é, como se faz?


 

DEZ CISÕES

para um ensino de língua

não (ou menos) preconceituoso

 

1) Conscientizar-se de que todo falante nativo de uma lín­gua é um usuário competente dessa língua, por isso ele SABE essa língua. Entre os 3 e 4 anos de idade, uma criança já domina integralmente a gramática de sua lín­gua. Sendo assim,

 

 2) aceitar a idéia de que não existe erro de português. Existem diferenças de uso ou alternativas de uso em relação à regra única proposta pela gramática normativa.

 

3) Não confundir erro de português (que, afinal, não exis­te) com simples erro de ortografia. A ortografia é arti­ficial, ao contrário da língua, que é natural. A ortografia é uma decisão política, é imposta por decreto, por isso ela pode mudar, e muda, de uma época para outra. Em 1899 as pessoas estudavam psychologia e história do Egypto; em 1999 elas estudam psicologia e história do Egito. Línguas que não têm escrita nem por isso deixam de ter sua gramática.

 

 4) Reconhecer que tudo o que a Gramática Tradicional chama de erro é na verdade um fenômeno que tem uma explicação científica perfeitamente demonstrável. Se milhões de pessoas (cultas inclusive) estão optando por um uso que difere da regra prescrita nas gramáti­cas normativas é porque há alguma regra nova sobre­pondo-se à antiga. Assim, o problema está com a regra tradicional, e não com as pessoas, que são falantes nativos e perfeitamente competentes de sua língua. Nada é por acaso.

 

 5) Conscientizar-se de que toda língua muda e varia. O que hoje é visto como “certo” já foi “erro” no passado. O que hoje é considerado “erro” pode vir a ser perfeitamente aceito como “certo” no futuro da língua. Um exemplo: no português medieval existia um verbo leixar (que aparece até na Carta de Pero Vaz de Caminha ao rei D. Manuel I). Com o tempo, esse verbo foi sendo pronunciado deixar, porque [d] e [l] são consoantes aparentadas, o que permi­tiu a troca de uma pela outra. Hoje quem pronunciar leixar vai estar cometendo um “erro” (vai ser acusado de deslei­xo), muito embora essa forma seja mais próxima da origem [pg. 143] latina, laxare (compare-se, por exemplo, o francês laisser e o italiano lasciare). Por isso é bom evitar classi­ficar algum fenômeno gramatical de “erro”: ele pode ser, na verdade, um indício do que será a língua no futuro.

 

6) Dar-se conta de que a língua portuguesa não vai nem bem, nem mal. Ela simplesmente VAI, isto é, segue seu rumo, prossegue em sua evolução, em sua transforma­ção, que não pode ser detida (a não ser com a eliminação física de todos os seus falantes).

 

7) Respeitar a variedade lingüística de toda e qualquer pes­soa, pois isso equivale a respeitar a integridade física e espiritual dessa pessoa como ser humano, porque

 

 8) a língua permeia tudo, ela nos constitui enquanto seres humanos Nós somos a língua que falamos. A língua que falamos molda nosso modo de ver o mundo e nosso modo de ver o mundo molda a língua que falamos. Para os falantes de português, por exemplo, a diferença entre ser e estar é fundamental: eu estou infeliz é radicalmen­te diferente, para nós, de eu sou infeliz. Ora, línguas como o inglês, o francês e o alemão têm um único verbo para exprimir as duas coisas. Outras, como o russo, não têm verbo nenhum, dizendo algo assim como: Eu - infeliz (o russo, na escrita, usa mesmo um travessão onde nós inserimos um verbo de ligação). Assim,

 

 9) uma vez que a língua está em tudo e tudo está na língua, o professor de português é professor de TUDO. (Alguém já me disse que talvez por isso o professor de português devesse receber um salário igual à soma dos salários de todos os outros professores!)

 

 10) Ensinar bem é ensinar para o bem. Ensinar para o bem significa respeitar o conhecimento intuitivo do aluno, valorizar o que ele já sabe do mundo, da vida, reconhe­cer na língua que ele fala a sua própria identidade como ser humano. Ensinar para o bem é acrescentar e não suprimir, é elevar e não rebaixar a auto-estima do indi­víduo. Somente assim, no início de cada ano letivo este indivíduo poderá comemorar a volta às aulas, em vez de lamentar a volta às jaulas!

 

Marcos Bagno